
A genialidade do pontapé de pénalti – exposto na Lei 14 – resultou tanto do cálculo como da sorte. À primeira vista, as probabilidades são terríveis. A zona defendida pelo guarda-redes tem apenas 7,32 m de largura e 2,44 m de altura, e apresenta um alvo que, de muito perto, a maioria dos observadores neutros diria que é impossível de falhar. Na verdade, os guarda-redes profissionais dizem que a menos de um metro do poste está fora do alcance e é indefensável. Mas é aqui que entra uma vantagem psicológica inesperada. Sem que o seu criador o previsse, o pontapé de pénalti tornou-se um desafio psicológico tão grande que cerca de 33% dos pénaltis são falhados ou defendidos. Poucos apostadores ficariam agradados com tais percentagens, mas Willie McCrum era viciado na emoção do risco. A sua nova e ousada regra era obra de um guarda- redes amador que não se importava de estar no centro das atenções.
excerto de O pénalti - História de uma invenção que mudou o futebol, de Robert McCrum (Zigurate)






