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    16.04.2026

    O pénalti, de Robert McCrum

    A genialidade do pontapé de pénalti – exposto na Lei 14 – resultou tanto do cálculo como da sorte. À primeira vista, as probabilidades são terríveis. A zona defendida pelo guarda-redes tem apenas 7,32 m de largura e 2,44 m de altura, e apresenta um alvo que, de muito perto, a maioria dos observadores neutros diria que é impossível de falhar. Na verdade, os guarda-redes profissionais dizem que a menos de um metro do poste está fora do alcance e é indefensável. Mas é aqui que entra uma vantagem psicológica inesperada. Sem que o seu criador o previsse, o pontapé de pénalti tornou-se um desafio psicológico tão grande que cerca de 33% dos pénaltis são falhados ou defendidos. Poucos apostadores ficariam agradados com tais percentagens, mas Willie McCrum era viciado na emoção do risco. A sua nova e ousada regra era obra de um guarda- redes amador que não se importava de estar no centro das atenções.

    excerto de O pénalti - História de uma invenção que mudou o futebol, de Robert McCrum (Zigurate)
    Categoria: Livros
    Etiquetas: futebol, grande penalidade, robert mccrum

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    15.04.2026

    Língua morta, fábrica fechada

    Diz ela: “Mandaste vir esse chapéu pela Shein?”

    Categoria: Fotografia, Humor
    Etiquetas: nonsense, santa comba dão

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    14.04.2026

    Porque estamos a ficar mais burros

    A democratização do acesso a meios de comunicação de massa, possibilitando a expressão e difusão da opinião de tudo por todos, trouxe à tona uma espécie de lobotomia colaborativa. O meio continua a ser a mensagem, mas hoje o meio é a multidão, a cacofonia. Para fazer passar a mensagem num mundo onde a atenção rareia, importa comprimir e simplificar ao máximo. Treinar modelos de Inteligência Artificial sobre conteúdos de qualidade duvidosa, no mínimo, tem o potencial para aprofundar uma tendência degenerativa das nossas capacidades cognitivas. 

    link

    Categoria: Sociedade, TIC
    Etiquetas: estupidez, inteligência artificial, inverted flynn effect, redes sociais, usa

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    13.04.2026

    Storytelling

    “As pessoas não querem mais informação, escreve Annette Simmons, autora de um dos best-sellers de storytelling. Eles querem crer – em vocês, nos vossos objectivos, nos vossos sucessos, na história que vocês contam. É a fé que faz mover as montanhas e não os factos. Os factos não fazem nascer a fé. A fé precisa duma história para se sustentar – uma história significante que seja credível e que transmita fé em vocês.”.

    Donde a importância das práticas de autolegitimação e de autovalidação, visto a fonte única da prestação dum guru, é a sua própria pessoa: é ele a fonte das narrativas úteis e dos seus efeitos misteriosos, é nele que se concentram as competências narrativas. Ele é o agente e o mediador, o mensageiro e a mensagem. Ele deve convencer-vos que tudo está em ordem, conforme ao bom senso, ao direito natural. Ele não vos ensina um saber técnico, ele transmite uma sabedoria proverbial, que cultiva o bom senso popular, faz apelo às leis da natureza e convoca uma ordem mítica.

    excerto de Storytelling - La machine à fabriquer des histoires et à formater les esprits, de Christian Salmon (éditions la découverte)

    tradução selvagem feita por leitor improvável a páginas 70

    Categoria: Livros, Política, Sociedade, TIC
    Etiquetas: christian salmon, como enganar 75 milhões de pessoas, ideias para acabar com o populismo, literacia, narrativa, populismo, spin, teoria da conspiração

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    12.04.2026

    Dans les yeux d’Émilie

    Categoria: Música
    Etiquetas: joe dassin

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    11.04.2026

    The Great Hack

    trailer
    Categoria: Cinema, Política, Sociedade, TIC
    Etiquetas: data is the new oil, desregulamentação, ideias para acabar com o populismo

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    10.04.2026

    Um dedo Borrado de Tinta, de Catarina Gomes

    Nas minhas conversas no Casteleiro, haverá quem me fale de coisas que acontecem de forma «instantânica», ou de alguém que se começou a «desbaldar» de escrever a assinatura, que houve muita gente que andou no minério, no «alfrâmio», e que dantes só se dava importância aos «chões», querendo dizer terras, ou que alguém sofreu um ataque «sobral», ou que para ali está um homem assim, «alfabeto», querendo dizer «analfabeto».

    No momento em que recordo estas palavras, vêm-me à memórias outras: «ogranizar», «desmagar», «estransformar», «estamparente», «desquecer». Lembro o afecto com que coleccionei os erros dos meus filhos, nos poucos anos em que não sabiam ler, porque tinha noção de que eram preciosidades linguísticas de um tempo do qual eu adivinhava que teria saudades. As palavras erradas, que guardo num ficheiro Word chamado «estransformações», devolvem-me a infância dos meus filhos, a inventividade da oralidade, a plasticidade da linguagem nesta fase primeira das suas vidas. O meu filho mais novo dizia «sustionar» em vez de «estacionar». Dizia, mas já não diz. Quando ainda não se sabe ler, fala-se como se ouve; quando aprenderam a ler, os meus filhos corrigiram as suas palavras erradas. Com adultos que nunca aprenderam a ler é diferente, as palavras deturpadas ficam para sempre, cicatriz de vida.

    Decido que, neste livro, ninguém, a partir de Horácio, dará erros no papel. É a forma que encontro de emendar a história. É essa a beleza da escrita: pode proteger de uma maneira que uma câmara de filmar não conseguiria. Corrigindo quem nunca pôde aprender, resguardo-os, ao menos nestas páginas. Aqui, ninguém os apoucará, ninguém lhes dirá que são burros.

    excerto de Um dedo Borrado de Tinta, de Catarina Gomes (Edição FFMS)
    Categoria: Livros
    Etiquetas: analfabetismo, catarina gomes, portugal

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