Leituras Improváveis
Leituras Improváveis
um registo digital
  • 13.04.2026

    Storytelling

    “As pessoas não querem mais informação, escreve Annette Simmons, autora de um dos best-sellers de storytelling. Eles querem crer – em vocês, nos vossos objectivos, nos vossos sucessos, na história que vocês contam. É a fé que faz mover as montanhas e não os factos. Os factos não fazem nascer a fé. A fé precisa duma história para se sustentar – uma história significante que seja credível e que transmita fé em vocês.”.

    Donde a importância das práticas de autolegitimação e de autovalidação, visto a fonte única da prestação dum guru, é a sua própria pessoa: é ele a fonte das narrativas úteis e dos seus efeitos misteriosos, é nele que se concentram as competências narrativas. Ele é o agente e o mediador, o mensageiro e a mensagem. Ele deve convencer-vos que tudo está em ordem, conforme ao bom senso, ao direito natural. Ele não vos ensina um saber técnico, ele transmite uma sabedoria proverbial, que cultiva o bom senso popular, faz apelo às leis da natureza e convoca uma ordem mítica.

    excerto de Storytelling - La machine à fabriquer des histoires et à formater les esprits, de Christian Salmon (éditions la découverte)

    tradução selvagem feita por leitor improvável a páginas 70

    Categoria: Livros, Política, Sociedade, TIC
    Etiquetas: christian salmon, como enganar 75 milhões de pessoas, ideias para acabar com o populismo, literacia, narrativa, populismo, spin, teoria da conspiração

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  • 11.04.2026

    The Great Hack

    trailer

    Categoria: Cinema, Política, Sociedade, TIC
    Etiquetas: data is the new oil, desregulamentação, ideias para acabar com o populismo

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  • 23.03.2026

    A selfie de hoje é o perfil biométrico de amanhã

    “Publication is a self-invasion of privacy. The more the data banks record about each one of us, the less we exist.”

    Marshall McLuhan 

    Categoria: Política, Sociedade, TIC
    Etiquetas: big brother, big data, ideias para acabar com o populismo, marshall mcluhan, privacidade, selfies

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  • 17.03.2026

    Os perigos da percepção, de Bobby Duffy

    Inocular contra a ignorância

    Estamos a 12 de Abril de 1955, dez anos depois da morte do presidente Roosevelt, a mais famosa das vítimas da poliomielite. Estamos na Universidade do Michigan à espera de saber os resultados do teste do Dr. Jonas Salk à vacina contra a poliomielite.
    Na sala estão 500 pessoas, entre elas 150 da comunicação social, além de 16 câmaras de televisão, algumas delas transmitindo os resultados a 54 mil médicos sentados em cinemas por todo o país. As pessoas ouvem a reportagem na rádio, tanto nos EUA como no resto do mundo; os resultados são difundidos pelos altifalantes das lojas e os juízes suspenderam os julgamentos para que as pessoas possam ouvir. O especialista em vacinas Paul Offit escreveu:
    A apresentação foi maçadora, mas os resultados inequívocos a vacina funcionou. No interior do auditório, os americanos abraçaram-se, com lágrimas de felicidade nos olhos, […] os sinos repicaram por todo o pais, as fábricas cumpriram minutos de silêncio, nas sinagogas e igrejas as pessoas reuniram-se para rezar, pais e professores choraram. “Era como se tivesse acabado uma guerra”, comentou um observador.
    Salk recebeu uma medalha de ouro do presidente Eisenhower e, em 1985, Ronald Reagan proclamou o [dia 6 de Maio] o “Dia do Dr. Jonas Salk”. Ao não patentear a vacina, Salk assegurou o impacto da sua descoberta (e subsequentes aperfeiçoamentos). Inquirido sobre quem detinha a patente, respondeu: “Bom, eu diria que as pessoas. Não há patente. É possível patentear o sol?”.
    Avancemos a toda a velocidade até ao presente. O contraste entre estas cenas e a forma como são vistos por um sector da sociedade os que hoje em dia desenvolvem vacinas não podia ser mais gritante. Paul Offit é também o inventor da vacina contra o rotavirus, concebida para travar uma doença que mata 600 mil crianças por todo o mundo. É ainda o autor de Autism’s False Prophets e um defensor da segurança vacinal. Offit recebe regularmente cartas insultuosas e ameaças de morte.
    excerto de Os perigos da percepção, de Bobby Duffy (Zigurate)

    Categoria: Livros, Sociedade
    Etiquetas: bobby duffy, ideias para acabar com o populismo, percepção, saúde pública, sentido crítico

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  • 14.03.2026

    Capitalism: A Love Story

    trailer

    Mais um documentário do norte-americano Michael Moore, a denunciar exemplarmente o sonho americano, o capitalismo ultra-liberal e a democracia na terra do Tio Sam. Ler, ver ou ouvir declarações de anteriores presidentes, conferem a esta crítica uma perspectiva histórica. Nós, o povo, andamos a dormir em serviço.

    Categoria: Cinema, Política, Sociedade
    Etiquetas: capitalismo, democracia, desregulamentação, economia, ideias para acabar com o populismo, michael moore, ronald regan, usa

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  • 13.03.2026

    E que tal apagar a sua conta no facebook?

    Categoria: Humor, Ideias, TIC
    Etiquetas: cartoon, desafios, facebook, ideias para acabar com o populismo, redes sociais

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  • 23.02.2026

    A crise da narração, de Byung Chul-Han

    O capitalismo apropria-se da narrativa por meio do storytelling, ao mesmo tempo que a põe sob o jugo do consumo. O storytelling produz narrativas como formas de consumo e contribui para que os produtos venham associados a emoções. Os produtos prometem experiências extraordinárias. É desta forma que compramos, vendemos e consumimos narrativas e emoções. Stories sell. Storytelling is storyselling.

    excerto de A crise da narração, de Byung Chul-Han (Relógio d'Água)

    Categoria: Livros, Sociedade, TIC
    Etiquetas: atenção, byung chul-han, ideias para acabar com o populismo, narrativa, publicidade, sentido crítico, smartphones

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