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    28.02.2026

    Sentimental Value

    trailer

    Um intenso drama familiar, revelador da potência das relações filiais/parentais, e da arte enquanto forma de redenção.

    Categoria: Cinema
    Etiquetas: drama, Elle Fanning, família, Inga Ibsdotter Lilleaas, Joachim Trier, natureza humana, Renate Reinsve, Stellan Skarsgård

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    27.02.2026

    O meu sono e eu – Mitos e factos, de Teresa Paiva

    O uso diário do telemóvel para fins profissionais e não profissionais é mundialmente excessivo e assustador.

    A dependência do telemóvel é em tudo semelhante a outras dependências (álcool, drogas, etc.).

    O uso de telemóvel à noite atrasa o adormecer, tanto pela luz que este emite como pela adesão aos seus conteúdos (jogos, redes sociais, filmes, músicas, etc.) e ao acto de enviar/receber mensagens..

    O uso prolongado do telemóvel tem consequências específicas para a saúde fisíca, designadamente oftalmológica e postural.

    O tempo de ecrã associa-se a uma redução do sono ou insónia, baixa actividade física, más escolhas alimentares, aumento do risco metabólico em todas as idades (obesidade e diabetes tipo 2) e do risco cardiovascular nos adultos e idosos (hipertensão, problemas cardíacos e cerebrovasculares), comportamentos de risco e insucesso escolar em adolescentes, problemas de memória e cognitivos em adultos e idosos.

    Os telemóveis actuais diferem da televisão por várias razões: 1) são posse de quem os usa; 2) a decisão sobre os conteúdos depende do utilizador; 3) são sistemas de comunicação móvel com as capacidades de um computador; 4) são relativamente baratos e, consequentemente, estão generalizados a todos os estratos sociais e idades.

    Estas características tornam-nos num mundo em si próprios, em que se pode fazer “quase tudo”.

    Esperava-se assim um aumento significativo da literacia e no conhecimento global da população mundial: efectivamente, em 2021, o índice global de literacia em indivíduos maiores de 15 anos era de 86,3% (evidenciando, contudo, diferenças entre géneros: 90,0% dos homens e 82,7% das mulheres).

    Tudo parece perfeito, mas há dados discordantes e preocupantes.

    O Q.I. médio da população mundial, que sempre aumentou desde o pós-guerra até ao final dos anos 90, diminuiu nos últimos vinte anos. Uma das possíveis causas é o empobrecimento progressivo da linguagem, a redução de vocábulos e subtilezas verbais, a linguagem sincopada dos telemóveis, os emojis, etc. Basicamente, sem linguagem complexa não há pensamentos complexos. Outra causa provável é a ausência de leitura por grandes franjas da população.

    extracto de O meu sono e eu - Mitos e factos, de Teresa Paiva (Livros Horizonte)
    Categoria: Livros
    Etiquetas: inverted flynn effect, linguagem, saúde pública, sono, teresa paiva

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    26.02.2026

    Tempo de Raiva, de Pankaj Mishra

    Na sociedade religiosa, ou medieval, a ordem social, política e económica parecia imutável e os pobres e os oprimidos atribuíam o seu sofrimento aos acontecimentos fortuitos – a azar, doença, soberanos injustos – ou à vontade de Deus. A ideia de que o sofrimento podia ser aliviado e de que a felicidade podia ser criada pelos homens que mudassem radicalmente a ordem social data do século XVIII.

    Os ambiciosos filósofos do iluminismo tiveram a ideia de uma sociedade aperfeiçoável – um paraíso na terra, mais do que a vida depois da morte. Foi adoptada firmemente pelos revolucionários franceses – Saint Just, um dos mais fanáticos entre eles, fez a memorável observação de que “a ideia da felicidade é nova na Europa” – antes de se transformar na nova religião política do século XVIII. Disseminando-se no mundo pós-colonial no século XX, transformou-se numa fé associada à modernização imposta de cima para baixo. E depois ainda, transformou os modos tradicionais de vida e de fé – o budismo, além do islão – em modernas ideologias activistas.

    Entretanto, o impulso religioso não se limitara a desaparecer da Europa, como muitas vezes se supõe, perante as ideologias evidentemente laicas e mesmo antireligiosas e sob a pressão da modernização política e económica. A Revolução Francesa, escreveu Tocqueville, foi como o Islão ao “inundar a Terra com os seus soldados, apóstolos e mártires”. As décadas que a precederam foram, como salientou Herzen, “um dos períodos mais religiosos da História, consagrados pelo “Papa Voltaire”, um dos “fanáticos da sua religião da humanidade”.

    Os europeus tinham-se limitado a escolher novos valores absolutos – progresso, humanidade, a república – para substituir os da religião tradicional e da monarquia. Com o advento da modernidade, o núcleo metafísico e teológico do cristianismo começou a manifestar-se de forma diferente, achando-se muitas vezes no coração dos projectos modernos de redenção e de transcêndencia que precisava das suas próprias metafísica e teologia para guiarem o pensamento e a acção. A revolução ou a transformação social radical efectuada por indivíduos foram crescentemente vistas como a Segunda Vinda, a violência desencadeou um novo começo e, na aproximação final aos temas cristãos, da História começou a esperar-se que fornecesse o julgamento decisivo sobre a comunidade moral nascida dos homens.

    Categoria: Livros, Política, Sociedade
    Etiquetas: iluminismo, pankaj mishra, religião, voltaire

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    25.02.2026

    Plano inclinado

    Categoria: Fotografia
    Etiquetas: nonsense

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    24.02.2026

    International Guidelines for Problem Solving

    Categoria: Humor
    Etiquetas: cartoon

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    23.02.2026

    A crise da narração, de Byung Chul-Han

    O capitalismo apropria-se da narrativa por meio do storytelling, ao mesmo tempo que a põe sob o jugo do consumo. O storytelling produz narrativas como formas de consumo e contribui para que os produtos venham associados a emoções. Os produtos prometem experiências extraordinárias. É desta forma que compramos, vendemos e consumimos narrativas e emoções. Stories sell. Storytelling is storyselling.

    excerto de A crise da narração, de Byung Chul-Han (Relógio d'Água)
    Categoria: Livros, Sociedade, TIC
    Etiquetas: atenção, byung chul-han, ideias para acabar com o populismo, narrativa, publicidade, sentido crítico, smartphones

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    22.02.2026

    I put a spell on you

    Categoria: Música
    Etiquetas: nina simone

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