Khashdrahr stopped translating and frowned perplexedly. “Please, this average man, there is no equivalent in our language, I’m afraid”.
“You know”, said Halyard, “the ordinary man, like, well, anybody – these men working back on the bridge, the little man, not brilliant but good-hearted, plain, ordinary, everyday kind of person”.
Khashdrahr translated.
“Aha”, said the Shah, nodding, “Takaru“.
“What did he say?”
“Takaru“, said Khashdrahr. “Slave“.
“No Takaru”, said Halyard, speaking directly to the Shah. “Citizen“.
He grinned happily, “Takaru-Citizen, Citizen-Takaru“.
“No Takaru!”, said Halyard.
Khashdrahr shrugged. “In the Shah’s land there are only the Eliteand the Takaru“.
Uma proibição tão forte só pode elevar-se contra um impulso igualmente poderoso. O que nenhuma alma humana deseja não precisa de ser proibido, exclui-se por si mesmo. A acentuação do mandamento “Não matarás” garante-nos justamente que descendemos de uma longuíssima série de gerações de animais, que tinham no sangue o prazer de matar, como talvez ainda nós próprios.
O serviço religioso apinhado era um acontecimento com tanto de social como de teológico. Agora, com o seu declínio, bem como dos salões de dança públicos e dos cinemas, e com a ascensão desses grandes isoladores sociais – o televisor e o computador -, o homem da cidade vê-se cada vez mais privado de grandes reuniões comunitárias nas quais pode ser visto como parte de uma população local. De algum modo, o desafio de futebol sobreviveu a estas alterações e, agora, assume um papel mais importante enquanto forma de demonstração de fidelidade local.
Na sociedade religiosa, ou medieval, a ordem social, política e económica parecia imutável e os pobres e os oprimidos atribuíam o seu sofrimento aos acontecimentos fortuitos – a azar, doença, soberanos injustos – ou à vontade de Deus. A ideia de que o sofrimento podia ser aliviado e de que a felicidade podia ser criada pelos homens que mudassem radicalmente a ordem social data do século XVIII.
Os ambiciosos filósofos do iluminismo tiveram a ideia de uma sociedade aperfeiçoável – um paraíso na terra, mais do que a vida depois da morte. Foi adoptada firmemente pelos revolucionários franceses – Saint Just, um dos mais fanáticos entre eles, fez a memorável observação de que “a ideia da felicidade é nova na Europa” – antes de se transformar na nova religião política do século XVIII. Disseminando-se no mundo pós-colonial no século XX, transformou-se numa fé associada à modernização imposta de cima para baixo. E depois ainda, transformou os modos tradicionais de vida e de fé – o budismo, além do islão – em modernas ideologias activistas.
Entretanto, o impulso religioso não se limitara a desaparecer da Europa, como muitas vezes se supõe, perante as ideologias evidentemente laicas e mesmo antireligiosas e sob a pressão da modernização política e económica. A Revolução Francesa, escreveu Tocqueville, foi como o Islão ao “inundar a Terra com os seus soldados, apóstolos e mártires”. As décadas que a precederam foram, como salientou Herzen, “um dos períodos mais religiosos da História, consagrados pelo “Papa Voltaire”, um dos “fanáticos da sua religião da humanidade”.
Os europeus tinham-se limitado a escolher novos valores absolutos – progresso, humanidade, a república – para substituir os da religião tradicional e da monarquia. Com o advento da modernidade, o núcleo metafísico e teológico do cristianismo começou a manifestar-se de forma diferente, achando-se muitas vezes no coração dos projectos modernos de redenção e de transcêndencia que precisava das suas próprias metafísica e teologia para guiarem o pensamento e a acção. A revolução ou a transformação social radical efectuada por indivíduos foram crescentemente vistas como a Segunda Vinda, a violência desencadeou um novo começo e, na aproximação final aos temas cristãos, da História começou a esperar-se que fornecesse o julgamento decisivo sobre a comunidade moral nascida dos homens.
O capitalismo apropria-se da narrativa por meio do storytelling, ao mesmo tempo que a põe sob o jugo do consumo. O storytelling produz narrativas como formas de consumo e contribui para que os produtos venham associados a emoções. Os produtos prometem experiências extraordinárias. É desta forma que compramos, vendemos e consumimos narrativas e emoções. Stories sell. Storytelling is storyselling.
excerto de A crise da narração, de Byung Chul-Han (Relógio d'Água)
On the other hand, the post-modern birth of mass tourism through encouragement of the masses to fly may well hastening the death of the planet, not to mention banalising human experience by reducing nature, art and architecture to Instagrammables spectacles.
excerpt of Everything, All the time, Everywhere - How we became Postmodern, be Stuart Jeffries (Verso Books)